O momento mais difícil da minha vida
A morte do meu pai. Foi o que mais mexeu com a minha relação com a finitude, com a medicina e com a ideia de servir.
De onde eu venho, o que eu penso e o que eu quero fazer. Sem rodeio e sem assessor respondendo por mim.
A morte do meu pai. Foi o que mais mexeu com a minha relação com a finitude, com a medicina e com a ideia de servir.
Fui criado no esforço e no mérito. É daí que vem tudo o que eu penso sobre como o país deveria funcionar.
Meus pais e meus professores de cirurgia. Aprendi valor em casa e excelência técnica na sala de cirurgia.
A me colocar no lugar do outro. Medicina é missão de servir — e é assim que eu enxergo o cargo público: diagnosticar, tratar, e não parasitar.
O tamanho do roubo do dinheiro público e do que é extorquido da população.
Quando vi o crime e a impunidade prosperarem enquanto as pessoas de bem eram perseguidas. Culpado solto, inocente punido.
Em 2018, no auge do que veio à tona sobre o uso do dinheiro público. Foi quando saí da indignação de sofá para tentar fazer alguma coisa.
A falta de transparência na alocação de pacientes nas filas de tratamento e na regulação. De dentro do sistema dá para ver quem passa na frente — e por quê.
Vi inúmeros pacientes perderem o timing do tratamento por falta de acesso. É isso que transforma doença curável em sentença de morte: não a doença, mas a fila e a gestão. Quem opera em hospital público sabe que essa conta tem nome e tem endereço.
O abandono da população nas mãos do crime organizado. Não é fatalidade geográfica — é colapso institucional.
Ajudar a abrir os olhos das pessoas para os absurdos que já deixaram a maioria anestesiada.
Eles acham perigoso e me desaconselham. Dizem que é lugar de ladrão. Entrei mesmo assim.
Muitas horas que poderiam ter sido de lazer ou com a minha família. Estou devolvendo um pouco do que recebi na minha trajetória.
Honestidade e família. Um vale para a vida pública, o outro para a privada, e nenhum dos dois está em negociação.
A esperança de livrar o Brasil de uma quadrilha instalada há décadas, que sobrevive de parasitar a miséria das pessoas.
Nem pensar.
Corrupção, falta de transparência, falta de segurança e impunidade. No fundo, está tudo isso interligado — tratar um de cada vez, como se fossem assuntos separados, é o que não funciona há décadas.
As mesmas coisas que destroem o Brasil. O Rio não tem um problema só dele: é vítima amplificada do problema nacional.
Atrapalha muito mais do que ajuda.
A maioria trabalha muito, e alguns não trabalham nada. Quando alguém trabalha sem receber, ou entrega em imposto a maior parte do que produz, e outros recebem sem trabalhar, o resultado é ociosidade e subdesenvolvimento. Não é preguiça do povo: é o desenho do sistema.
Imposto, na maioria, é roubo sob coação.
O empreendedor livre é o único motor de desenvolvimento de uma civilização.
Péssima. No mundo ideal precisaria de ruptura completa e recomeço, que traria solução mais rápida. Como isso não é possível, vai ter que ser aos poucos, pela política séria.
Safado, ladrão e fisiológico.
Não preciso ser político. Estou nessa para ajudar num projeto de Brasil melhor e livre de parasitas.
A escolha de gestores sem mérito e sem conhecimento. A indicação política é o maior câncer da gestão pública.
Os sigilos de qualquer natureza e a gestão por indicação política.
Sim — porque é a corrupção que prolifera a pobreza. Invertem a ordem das coisas quando tratam a pobreza como causa, e não como efeito.
É a única maneira de progredir, junto com resiliência e esforço.
Visão de país.
Um país livre, onde o crime seja punido e o dinheiro da população seja usado de maneira transparente em benefício dela própria.
O fim da impunidade, do sigilo e da corrupção.
Duas coisas que eu conheço de perto: reduzir a carga tributária sobre quem trabalha e empreende, e organizar a regulação dos centros de saúde de forma escalonada e transparente. Falo de saúde pública como quem operou dentro dela, não como quem leu a respeito.
Honestidade e vergonha na cara.
Transparência na regulação, organização escalonada dos centros de saúde e fim da escolha de cargo de direção sem critério de mérito. Enquanto quem dirige um hospital chegar lá por indicação, e não por competência, o resto é conversa.
Fim da impunidade, das audiências de custódia e da soltura repetida pelo judiciário. Pena dura, cumprida em regime fechado, com o preso obrigado a trabalhar para custear o próprio sustento na prisão.
Garantir segurança, tirar do domínio do crime a metade da população que vive sob ele, dar liberdade econômica, reduzir a carga tributária e valorizar quem empreende. Sem segurança não há economia que se sustente aqui — as duas coisas são a mesma moeda.
O peso do Estado e a falta de segurança.
A oportunidade de estudar numa escola focada em ensinar português, matemática, ciência — em vez de formar robôs ideológicos e inúteis.
Fechar o ralo da corrupção e da impunidade. O trabalhador está sendo roubado de forma sistemática, e isso tem solução.
Escola que ensine conteúdo de verdade, o que abre porta no mercado de trabalho.
Reforma tributária que reduza e simplifique os impostos, com liberdade de empreender.
Com o fim do sigilo e da impunidade. Transparência controla sozinha — não precisa de mais órgão nem de mais burocracia.
Praticamente tudo: carga tributária excessiva, falta de suporte e regulação infinita, que impedem o empreendedor de agir.
Um país com menos impostos, mais transparência e sem sigilos.
Como um cidadão que tentou melhorar o país.
Honestidade. E empreendedorismo técnico — caráter de um lado, competência do outro.
Diplomacia. Prefiro o argumento técnico ao embate.
Mentira, e ser tratado como idiota.
Mérito, esforço e resiliência.
Intolerância com opinião estúpida e com sofisma. Sei que é defeito, e sei que atrapalha.
Romeu Zema. Gestor técnico, veio da iniciativa privada e governa com princípio — a prova de que não é preciso ser político de carreira para governar bem.
Lula. O oposto do que eu penso sobre gestão pública, economia e o tamanho do Estado.
Alguém que traga solução e aja pelo exemplo.
Com esperança de que existe solução possível. A gente se acostumou tanto com o absurdo que parou de enxergar — e eu quero que as pessoas saiam da dormência, passem à indignação e cheguem à ação.
Se for para resumir tudo o que está acima em poucas linhas, é isto.
TransparênciaSeriedade técnicaMéritoFim da impunidadeRedução da carga tributária
Os cidadãos de bem: quem trabalha, paga imposto, cumpre a lei — e não recebe do Estado nada à altura do que entrega.
As pessoas com menos acesso a educação de qualidade. É quem tem menos condição de perceber que está sendo enganado, e é quem paga mais caro por isso.
Não preciso da política para viver, e é exatamente por isso que entrei. Sou médico cirurgião, vi de dentro o que a má gestão faz com a vida das pessoas, e cansei de assistir. Se der para contribuir para um Brasil com menos imposto, mais transparência e sem sigilo, terá valido a pena.